CENA
CONTEMPORÂNEA
FESTIVAL
INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA
O TEATRO DE GUILLERMO CALDERÓN
“O esquecimento está cheio de
memória”. As palavras do escritor uruguaio Mário Benedetti pairam sobre a mais nova criação do chileno
Guillermo Calderón, um dos mais inquietos e
provocadores encenadores da cena teatral latino-americana. Calderón traz para o CENA
CONTEMPORÂNEA dois espetáculos que se apresentam juntos, Villa y
Discurso, com um intervalo de dez minutos entre um e outro. As duas
peças dialogam sobre tortura e memória e são protagonizadas pelas mesmas três
atrizes: Francisca Lewin, Macarena Zamudio e Carla Romero.
Em Villa, as
três discutem sobre diferentes
alternativas para remodelar a Villa Grimaldi, o principal centro de tortura e
extermínio da ditadura de Augusto Pinochet. Em Discurso,
elas se revezam na pele da ex-presidenta Michelle Bachelet num fictício discurso de despedida ao deixar o
poder, no qual lamenta não ter conseguido empreender as mudanças sociais com as
quais sonhava, desde seus tempos de militante. O trabalho potente de Guillermo
Calderón já é conhecido de Brasília – seu espetáculo
Neva foi um
dos mais aplaudidos do CENA em 2010. Villa y
Discurso poderão ser vistos de 20 a
22 de julho, no Teatro Eva Herz da Livraria
Cultura do Shopping Iguatemi.
YUSA E O NOVO SOM DE
CUBA
Rock, jazz, pop, música
brasileira e raiz cubana, com direito a rumba, trova e son. É no embalo da mistura explosiva destes gêneros
musicais que a cubana Yusa tem arrebatado o público de
todos os lugares por onde passa. Nome de ponta da nova geração de músicos da
ilha, Yusa faz o show de encerramento do CENA CONTEMPORÂNEA 2012, no grande palco ao ar livre no
Museu Nacional da República, no dia 29 de julho, a partir das 17h, numa parceria
com o projeto Todos os Sons – Domingo
CCBB. Yusa representa a nova onda de
músicos cubanos que condensam a tradição de seu país com os sons do resto do
mundo. Yusa é cantora, compositora e instrumentista.
Toca violão desde os seis anos de idade é a primeira mulher especializada em
tocar “Tresera”,
instrumento típico da música cubana camponesa.
PARA ENTRAR EM OUTRA FREQUÊNCIA
Durante o
CENA CONTEMPORÂNEA, a Praça do Museu Nacional da República não vai
receber apenas os shows e festas que caracterizam o festival. O local também
será palco de um dos mais intrigantes espetáculos da programação, um trabalho
que promete confundir os limites entre ficção e realidade, entre público e
espectador. É Outra Frequência – Audio-performance para
dois, produção alemã-argentina, do grupo
BiNeural-MonoKultur, que convida o público a se
integrar à experiência cênica. A proposta é simples: duas pessoas são convidadas
a colocar fones de ouvido e, através de um aparelho de MP3, seguem orientações
para vivenciarem diferentes situações. De fora, o público assiste a uma
coreografia estranha, só compreendida pelos dois performers. Outra Frequência – Audio-performance para dois
dura só dez minutos a cada par e será realizada das quatro da tarde
às dez da noite. Conceito, roteiro e
direção de Ariel Dávila e Christina Ruf.
O
CENA CONTEMPORÂNEA tem direção e curadoria de Guilherme
Reis e patrocínio da Petrobras, Caixa, CCBB e FAC/DF.
Notas da ObjetoSim Assessoria de Imprensa









Odair José condena os balaios criados por críticos para definir as produções nacionais (Foto: Divulgação)
Capa do novo disco de Odar José (Foto: Divulgação)